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PGRSS
(Programa de Gerenciamento de Resíduos em Serviços Saúde)

GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS DE SAÚDE DO CENTRO HOSPITALAR DO OESTE CONFORME RDC Nº 306, DE 7 DE DEZEMBRO DE 2004/ ANVISA E RESOL. Nº 358, DE 29 DE DEZEMBRO DE 2005/CONAMA.

Quando falamos em resíduos hospitalares, não estamos tratando de alguma coisa homogênea e hermética. Acondicionamento, manuseio, transporte e tratamento são diferentes etapas que devem ser observadas com responsabilidade, uma a uma. A problemática do lixo gerado no meio urbano abrange alguns aspectos relacionados à sua origem e produção, assim como o conceito de inesgotabilidade e os reflexos da poluição do meio ambiente.

O sistema de tratamento de resíduos de serviços de saúde é um conjunto de unidades, processos e procedimentos que alteram as características físicas, físico-químicas, químicas ou biológicas dos resíduos, podendo promover a sua descaracterização, visando a minimização do risco à saúde pública, a preservação da qualidade do meio ambiente, a segurança e a saúde do trabalhador e poderá ser efetuada por empresas consorciadas que estão devidamente licenciadas pelo órgão ambiental ou pela própria fonte geradora dos resíduos (CONAMA, 2005).

Resíduos Sólidos de Saúde (RSS), são todos aqueles resultantes de atividades exercidas nos serviços que por suas características, necessitam de processos diferenciados em seu manejo, exigindo ou não tratamento prévio à sua disposição final.

O gerenciamento dos RSS constitui-se em um conjunto de procedimentos de gestão, planejados e implementados a partir de bases científicas e técnicas, normativas e legais, com o objetivo de minimizar a produção de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados, um encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando à proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente.

O GRSS segue quatro objetivos básicos propostos pela Agenda 21, sendo eles, a diminuição ao mínimo dos resíduos; aumento da reutilização e reciclagem ambientalmente saudáveis dos resíduos; promoção de sistemas de tratamento ambientalmente saudáveis dos resíduos e aumento da cobertura dos serviços que se ocupam dos resíduos.

Os resíduos gerados no hospital se classificam em:

GRUPO A: Resíduos com a possível presença de agentes biológicos que, por suas características, podem apresentar risco de infecção.
*ACONDICIONAMENTO: Em saco plástico branco leitoso.

GRUPO B: Resíduos contendo substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade, exemplo, frascos-ampolas de medicações diluídas.
*ACONDICIONAMENTO: Em saco plástico branco leitoso. È responsabilidade do profissional farmacêutico responsável técnico o manejo desses produtos.

GRUPO C: Quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de isenção especificados nas normas do CNEN e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista.
*ACONDICIONAMENTO: Serviço terceirizado.

GRUPO D: Resíduos que não apresentem risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos resíduos domiciliares, como por exemplo, papel, pláticos, material utilizado em anti-sepsia e hemostasia de venóclises, equipo de soro e outros similares não classificados como A1;
*ACONDICIONAMENTO: Em saco plástico azul, preto e cinza.

GRUPO E: Materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como: Lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, lâminas de bisturi, lancetas entre outros.
*ACONDICIONAMENTO: Recepientes resistentes a puncturas e vazamento, de material rígido e com tampa (descatex).


Enfª Janaína V. Lahm
Especialista em Saúde do Adulto
Responsável pela implantação do PGRSS

 












 
   
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